Hoje nós vamos falar sobre Displasia Coxofemural. O nome parece estranho, mas vou explicar de uma forma bastante didática esse problema que afeta muitos cachorros, a partir da definição, sintomas e tratamentos recomendados.

Quais são as causas da displasia coxofemoral?

Pode parecer absurdo, mas você sabia que o rápido crescimento de um animal pode afetar a sua saúde? Isso porque os ossos, dependendo do caso, podem crescer mais rápido do que a massa muscular, fazendo com que o peso exercido sobre o músculo afete a articulação.

A DCF (como também pode ser chamada a displasia coxofemoral) não é determinada somente por esse fator. Algumas raças já têm essa predisposição, que pode ser diretamente ligada à genética (é por isso que eu sempre falo da importância de pesquisar uma raça antes de adquirir seu cãozinho). A obesidade também pode ser uma causa da DCF, assim como o excesso de atividade física. Até mesmo o solo que você cria o seu cachorro pode ser determinante para o aparecimento dessa displasia.

Qual a melhor maneira de prevenir a DCF?

Donos de animais de porte grande precisam ficar atentos ao surgimento da displasia coxofemoral, principalmente em cães de raça que estão predispostos a  esse problema. Veja o que você pode fazer para prevenir:

– Os exercícios são sempre as melhores maneiras de evitar qualquer doença. Não seria diferente nesse caso. Contudo, tome cuidado para não exagerar nas atividades. Uma dica é a natação, que fortalece os músculos sem afetar as articulações do cachorro.

– Evite pisos muito escorregadios na área em que o animal vive, pois o excesso de “freada” para conter a velocidade ou evitar que escorregue acaba sobrecarregando o seu quadril.

– Cuide bem da alimentação do cachorro para não favorecer a obesidade, que por si só é uma porta de entrada para a DCF.

Sintomas da DCF.

Fiquem atentos se o seu cachorro:

– Diminuir significativamente as suas atividades;

– Manca ao andar;

– Coloca o seu peso constantemente nas patas dianteiras;

  • Apresenta dificuldades em fazer coisas que frequentemente fazia, como subir na cama/sofá, correr para comer, se levantar quando você chega em casa…;
  • nos cães adultos e idosos, a displasia coxofemoral se apresenta de maneira crônica. O excesso de peso na pata dianteira acaba causando um cansaço tremendo e atrofia dos músculos fica bastante evidente.

Como o médico veterinário irá examinar para detectar clinicamente a DCF?

São necessários alguns passos para detectar clinicamente a displasia coxofemoral. Entre as mais importantes, estão:

– Analisar o cachorro em pé;

– Apalpar a região coxofemoral para ver possíveis alterações;

– Detectar crepitação (ou seja, um estalo nas articulações).

– E, finalmente, os exames, que basicamente contam com raio x e artroscopia.

Meu cachorro foi diagnosticado com displasia coxofemoral. E agora???

Calma. Nem tudo este perdido. Infelizmente, o animal agora tem uma condição que carece de cuidados, que podem vir de duas formas: o tratamento clínico e o tratamento cirúrgico.

– No tratamento clínico, seu cachorro terá que tomar alguns medicamentos (geralmente analgésicos e anti-inflamatórios), ter uma alimentação mais regrada, maiores cuidados nas atividades físicas ou até mesmo um repouso completo. Em casos mais especiais, a fisioterapia e acupuntura podem estar atrelados ao tratamento.

– Já o tratamento cirúrgico é indicado num caso mais extremo, o que será determinado pelo médico veterinário. Existem alguns procedimentos padrões para reparar a DCF, que vão desde a ostectomia até a reparação total do quadril do cachorro.

Uma dica importante que vale ouro.

Quando for visitar um canil ou um criador de uma raça que você vai adquirir, é de suma importância a investigação da saúde dos pais (ou até mesmo avôs) do cão. A displasia coxofemoral, embora possa ser adquirida pelos fatores que discuti, está bastante ligada às questões de hereditariedade. E, caso o seu cachorro apresente esse problema, também é importante não fazer com que ele reproduza.

Agora vejam uma tabela de classificação da displasia. Nos graus mais leves o cão pode se reproduzir. Já nos mais graves e indicada a não reprodução desse animal.

Vamos sempre ficar atentos ao que os cachorros nos mostram, assim poderemos dar sempre uma vida saudável a eles.

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